A prevenção do câncer de colo do útero passou por uma mudança importante a partir de 2025, com a introdução da pesquisa do HPV de alto risco como estratégia de rastreamento. Mas o que isso significa na prática e como essa novidade influencia a rotina de prevenção da saúde feminina?
A Dra. Carla Macedo, ginecologista, explica o papel do teste de HPV, a importância de identificar infecções persistentes e os cuidados que devem continuar fazendo parte da rotina das mulheres.
Mais de 99% dos casos de câncer de colo do útero estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV). Embora o contato com o vírus seja bastante comum, isso não significa que todas as pessoas infectadas desenvolverão lesões ou câncer.
A maioria das pessoas sexualmente ativas terá contato com algum tipo de HPV ao longo da vida. Na maior parte das vezes, o próprio organismo, por meio do sistema imunológico, consegue eliminar a infecção naturalmente.
O ponto de atenção está nas infecções persistentes por tipos de HPV de alto risco. Por isso, identificar essas infecções é fundamental para acompanhar as mulheres que apresentam maior possibilidade de desenvolver lesões precursoras do câncer de colo do útero. Quando não identificadas e tratadas adequadamente, essas lesões podem evoluir para a doença.
Como funciona o teste de HPV de alto risco?

A pesquisa do HPV de alto risco, que pode incluir a genotipagem para identificar os tipos do vírus presentes, passou a ter um papel importante nas estratégias de rastreamento do câncer de colo do útero. Um resultado negativo para HPV de alto risco indica uma probabilidade muito baixa de desenvolvimento da doença nos anos seguintes. Por esse motivo, mulheres com resultado negativo podem, conforme as recomendações de rastreamento e a avaliação profissional, realizar a coleta preventiva em intervalos maiores. Essa possibilidade contribui para tornar o rastreamento mais direcionado, considerando o risco individual de cada mulher.
A prevenção continua sendo essencial.
É importante lembrar que o intervalo entre os exames deve seguir as recomendações vigentes e levar em conta o histórico clínico, a idade e outras condições que possam influenciar a necessidade de acompanhamento. O exame papanicoulaou continua tendo utilidade na identificação de alterações celulares que podem indicar lesões no colo do útero. A colposcopia também pode ser utilizada na investigação dessas alterações, conforme a indicação médica.
Embora as estratégias de rastreamento estejam evoluindo, a escolha dos exames e a frequência de realização devem considerar as orientações atualizadas e as necessidades de cada paciente. Por isso, as consultas anualmente são fundamentais para entender qual estratégia de prevenção é mais adequada para cada caso.
Onde realizar seus exames preventivos?
No Lacliso, você encontra suporte para realizar seus exames e acompanhar sua saúde com mais informação e segurança.
Converse com seu ginecologista sobre as recomendações de prevenção e mantenha sua rotina de acompanhamento em dia.


Conheça a Dra. Carla
Dra. Carla Macedo
Ginecologista | Doutora e professora de Medicina da UFC
CRM 10846 | RQE 5950